sábado, 7 de abril de 2012

Caratuva - 07/04/2012

Participantes:
  • Matheus
  • Rigo
  • Passarin
  • Matheus Rigo Passarin
O Pico Caratuva é o segundo ponto mais alto do sul do Brasil, com 1860 metros, perdendo só para o Pico Paraná, que fica logo em frente e possui 1877 metros de altura. Foi minha segunda incursão à serra do Itibiraquire. Na primeira (subida do Pico Paraná sob chuva) praticamente nada do visual pôde ser apreciado e nenhum penhasco botou medo, pois a visibilidade não passava dos 30 metros. Mas dessa vez, como tem sido normal ultimamente na região, o dia começou fechado e até mesmo chuviscando e foi abrindo ao longo da manhã, de modo que ao meio-dia o céu estava azul e com poucas nuvens.

Começamos a subida perto das 7h30. Assim que chegamos ao platô do Morro do Getúlio, a serração e as nuvens já haviam ficado para baixo.

Em cima do Morro do Getúlio. Ao fundo, o Caratuva e o
Itapiroca, respectivamente à esquerda e à direita.

Logo depois do Morro do Getúlio está a bifurcação Caratuva / Pico Paraná. Cerca de 50 metros depois da bifurcação começa a subida da montanha. A trilha nesse trecho lembra muito a trilha do Pico Paraná (o que não é surpresa, já que a trilha do Pico Paraná dá a volta no Caratuva) só que muito mais íngreme. Quase nada de caminhada e muita subida agarrando-se em troncos e galhos.

Subida do Caratuva

A subida é constante e não inclui os escabrosos desfiladeiros proporcionados pela subida do Pico Paraná. O tempo estimado do trajeto total, desde a Fazenda, é de 3h30, mas fizemos tudo em exatamente 2h00, num passo bem apertado. No cume encontram-se algumas antenas de repetição de sinal de rádio amador.

As antenas na chegada ao cume

Lá embaixo o Morro do Getúlio e a represa

Do cume, as principais atrações são o Pico Paraná e a Baía de Antonina. Poucos minutos depois da nossa chegada, estes dois ficaram escondidos por uma nuvem gigante que se pôs à nossa frente.

O Pico Paraná e, escondidinho lá atrás, o Porto de Antonina

Pessoas acampando no Pico Paraná

A nuvem que veio estragar a festa

Acampamento no Itapiroca

O Ciririca

Vista sudeste

Descida do Morro do Getúlio

Checkpoints:
  • 06h00: Saída de casa (Bairro Portão)
  • 06h51: Ponte sobre o Rio Tucum
  • 07h03: Fazenda Pico Paraná
  • 07h27: Início da Trilha
  • 09h28: Cume
  • 10h43: Início da descida
  • 11h18: Bifurcação Caratuva / Pico Paranná
  • 12h18: Fazenda Pico Paraná
  • 12h41: Saída para casa
  • 12h56: Ponte sobre o Rio Tucum
  • 13h38: Chegada em casa
Como chegar:

O início da trilha é o mesmo das outras montanhas desta serra. O acesso é feito pela BR-116, na altura do km 50 ao norte de Curitiba. Para quem vai sentido norte, logo depois de visualizar o Posto Tio Doca à esquerda, passará sobre uma pequena ponte. A próxima ponte está marcada com a placa "Ponte sobre o Rio Tucum" azul e bem visível. Imediatamente antes desta ponte existe uma entrada (aqui) de acesso a uma estrada de chão que leva até a Fazenda Pico Paraná. Lá há infra-estrutura com camping e estacionamento, e é cobrada uma taxa de R$10,00 por pessoa. Quando há bifurcações na estradinha de acesso, pegue sempre a direção em que a estrada é mais larga.

sábado, 31 de março de 2012

Pão de Ló - 31/03/2012

A equipe quase completa com o Pão de Ló ao fundo


Participantes:
  • Passarin
  • Hugo
  • Thiaguinho
  • Mococa
  • Vinícius
Pra quem quer um montanhismo pocket, que vá ocupar apenas a manhã, o Pão de Ló é uma excelente opção. Morro baixo, de fácil acesso (chega-se até ele pelo Caminho do Itupava) e aqui em cima da serra. Como alguns dos integrantes precisavam estar de volta no começo da tarde, é para lá que fomos. Eu ainda tentei -sem sucesso- arranjar parceiros pra subir o Anhangava depois, o que me parece um ótimo combo de montanhas pela proximidade dos dois.

O Páo de Ló situa-se no Parque Estadual Serra da Baitaca, em Quatro Barras. Pra quem olha de Curitiba, o Pão de Ló é aquele morro que fica do lado direito do Anhangava (que, visto daqui, aparenta ser a maior montanha da serra do mar).

Anhangava à mais esquerda e o Pão de Ló (quase
inteiro) bem à direita. Foto tirada da Torre das Mercês.

O acesso à trilha é feito através do Caminho do Itupava, a famosa trilha que liga Quatro Barras (no alto da serra) a Morretes (em baixo da serra) através da Serra do Mar. O início da trilha do Pão de Ló está a cerca de uma hora do começo (em Quatro Barras) do Itupava, onde fica o trailer do IAP no qual se deve fazer o cadastro antes de iniciar a caminhada.


Trailer do IAP, entrada do Itupava e, em cima, o
Morro do Anhangava.

Achar o início da trilha é fácil. No Itupava, ela está cerca de 100 metros antes da placa do Boa Vista, à direita.

Placa do Boa Vista, atualmente utilizada como tela para
um trabalho de arte contemporânea.

A subida do morro é rápida, leva em torno de 40 minutos. É composta por duas subidas bem íngremes separadas por um platô. Quando se olha o morro de longe observa-se bem o platô antes do cume. O interessante é que nas partes íngremes não há grampos nas rochas para auxiliar a subida, deixando esta mais emocionante, o que torna inválida a máxima "só o cume interessa". Mas isto não nos deixou na falta de uma máxima motivacional, pois como estávamos considerando esta subida um treinamento para o Marumbi na semana seguinte, a todo momento alguém lembrava que "treino é treino, jogo é jogo".

Paredão rochoso visto do platô. Aqui percebe-se que o tempo
não estava lá essas coisas.

O topo da montanha tem dois cumes praticamente da mesma altura, um mais a oeste de onde se pode ver Curitiba e região metropolitana, e outro mais a leste de onde se pode ver (não nesse dia, pois o tempo estava fechado na serra) a baía de Antonina, o maciço do Marumbi e todo o trecho da serra por onde se estende o Caminho do Itupava. A face sul do Morro do Anhangava fica o tempo todo aparecendo ao norte, vista de um ângulo que o deixa com um curioso formato arredondado. É praticamente o mesmo ângulo do qual se observa a mesma montanha a partir do Morro do Canal.

Anhangava ao fundo, observado a partir do Morro do Canal,
em Piraquara. Foto tirada em outubro de 2011.

Anhangava observado a partir do Pão de Ló. Foto tirada no
dia deste post.

Só pra constar: foto com a mesma linha de visão da anterior,
mas em sentido inverso, tirada do cume do Anhangava.
Dezembro de 2011.

Permanecemos no cume durante quase duas horas, na vã esperança de que o tempo ficaria limpo permitindo-nos contemplar o maciço do Marumbi de um ângulo ainda inédito para todos os integrantes. E o Hugo, montanhista de primeira viagem, estava ansioso por finalmente estar em um ponto de onde se pode observar Curitiba de um lado e o Oceano Atlântico do outro, validando as duvidosas teorias que afirmam não apenas que os dois ficam no mesmo planeta, mas que a distância entre um e outro não chega aos 100 km. Talvez o tempo tenha limpado mais tarde, mas o que conseguimos ver foi um discreto detalhe da baía de Antonina (ou seja, vimos a água do mar, o que significa que este pode ser considerado um fim de semana de praia) e toda a serra até o pé (e somente o pé) do Marumbi.

Através daquele vale no centro da foto observa-se
(acredite) um detalhe da baía de Antonina. O lado direito
do vale é o Marumbi, e o esquerdo é um conjunto de montanhas
cujo nome desconheço, mas que abriga por exemplo
o Salto dos Macacos.





Alguns momentos no topo.


Descemos com o tempo abrindo e o sol queimando as fuças. A descida é curiosa: a trilha é tão íngreme que para não ficar patinando na terra o melhor é descer num ritmo de corrida, numa espécie de rally da montanha. Em 18 minutos rolamos do cume até a entrada da trilha no Itupava. Depois, caminhada de uma hora até o trailer do IAP e chegada em Curitiba a tempo de almoçar em casa.



A equipe na pedreira do Itupava

Checkpoints:
  • 07h36: saída do trailer do IAP
  • 08h26: placa do Boa Vista e início da subida
  • 09h00: cume
  • 10h56: início da descida
  • 11h12: fim da descida (e retorno do Thiaguinho pra resgatar uma blusa)
  • 11h24: início da volta pelo Itupava
  • 12h17: chegada ao trailer do IAP

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Anhangava 21/12/2011

Participantes:
  • Passarin
  • Leonardo
  • Padilha
Há uma semana os dias eram de sol forte e sem nuvens, apesar da previsão do tempo ser de chuva para todos os dias. Então, antes que a chuva viesse logo, resolvemos fazer uma subida rápida do Anhangava, aproveitando a bela visão da Serra do Ibitiraquire e da Serra do Mar (do maciço do Marumbi até Morro do Canal) que o dia de céu aberto certamente nos proporcionaria. A escolha do morro (perto de Curitiba e de subida rápida) também se deu pelo fato de que todos tinham compromisso no começo da tarde em Curitiba.




Desconhecidos fotografando a oeste Curitiba e a barragem do Iraí

A leste, a Baía de Paranaguá

A sudeste, os outros morros da Serra da Baitaca e a Serra do Mar ao fundo

A nordeste, a serra do Ibitiraquire

Detalhe da barragem do Iraí

Maciço do Marumbi. Passarin approves.

Leonardo se escondendo da cidade

Comemorando a subida em tempo recorde. Recorde pessoal, mas ainda assim recorde.


Checkpoints:
  • 5h35: saída de bicicleta (bairro Portão)
  • 5h54: chegada à UTFPR (beixei a bike lá)
  • 6h30: saída do Terminal Guadalupe com o ônibus CTBA/Q.BARRAS via BR116
  • 7h20: chegada ao Terminal de Quatro Barras
  • 8h02: saída do terminal com o ônibus Borda do Campo (tinha um saindo as 7h40, mas não pegamos porque o Leonardo estava indo de carro e houve alguns problemas de percurso)
  • 8h23: chegada à Borda do Campo
  • 8h40: início da subida, no trailer do IAP
  • 9h57: chegada ao cume principal, aquele mais a leste (várias paradas para fotos)
  • 10h27: início da descida
  • 11h34: chegada à bifurcação que leva à cachoeira
  • 11h46: chegada à cachoeira
  • 12h24: saída da cachoeira
  • 12h40: chegada à bifurcação da cachoeira
  • 12h47: fim da trilha, trailer do IAP
  • 13h48: chegada ao centro de Curitiba, de carro